Reforma Tributária: O que muda em 2026 e como os empresários devem se preparar
- Equipe Teruel

- 2 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O ano de 2026 marca o início da transição da Reforma Tributária, implementada pela Emenda Constitucional nº 132/2023. Trata-se da primeira grande mudança do sistema tributário brasileiro em décadas, fruto de anos de debates e pressões da sociedade e do setor produtivo.
As empresas passarão a lidar com uma nova lógica de tributação, baseada no local de consumo dos bens e serviços, além da criação de regras específicas para determinadas atividades e da equalização da carga tributária entre setores.
Para os empresários, esse será um período de adaptação estratégica e tecnológica, essencial para minimizar riscos e aproveitar oportunidades.

1. O que muda já em 2026
Em 2026, inicia-se a fase piloto do novo sistema, com caráter experimental:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
Substitui PIS e Cofins
Alíquota simbólica de 0,90%
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
Substitui ICMS e ISS
Alíquota simbólica de 0,10%
👉 O objetivo não é aumentar a carga tributária, mas testar o modelo, ajustar sistemas e preparar empresas e governos.
Principais ajustes já previstos
Tecnologia e notas fiscais:
Empresas deverão adequar sistemas para emissão de NF-e com destaque dos novos tributos.
O SAT (Sistema Autenticador e Transmissor) será substituído pela NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica).
Todos os municípios terão que migrar para o sistema nacional de NFS-e, enviando informações de serviços à plataforma federal.
Lucros e dividendos:
A partir de janeiro/2026, lucros e dividendos pagos a sócios e acionistas passarão a ser tributados em 10%, quando os rendimentos anuais ultrapassarem R$ 600 mil.
Imposto de Renda:
O PL nº 1.087/2025 aprovou isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e descontos até R$ 7.350.
A medida entra em vigor junto da nova tributação de dividendos.
2. Impactos diretos para os negócios
Gestão fiscal: o modelo passa a ser de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), exigindo controle mais rigoroso de créditos e débitos.
Mudanças de processos: rotinas de emissão de notas, controles internos e relatórios precisarão ser revisados.
Investimentos em tecnologia: sistemas de ERP e integrações fiscais terão que ser atualizados.
Planejamento de preços: embora em 2026 as alíquotas sejam baixas, empresas precisam simular cenários para avaliar impacto futuro em margens e precificação.
3. Cronograma de transição após 2026
2027 – Extinção de PIS e Cofins, início efetivo da CBS, além da criação do Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.
2029 a 2032 – Extinção gradual de ICMS e ISS, com migração progressiva para o IBS.
2033 – Vigência plena do novo sistema dual CBS + IBS.
4. Como sua empresa deve se preparar
Antecipe-se: ajustes feitos em 2026 reduzem riscos e evitam falhas quando as alíquotas forem reais.
Revise contratos e preços: reavalie cláusulas de repasse tributário, margens e custos operacionais.
Invista em capacitação: mantenha sua equipe atualizada e preparada para interpretar corretamente a legislação.
Fortaleça o controle de créditos: a correta gestão dos créditos de IVA será decisiva para não pagar mais do que o necessário.
Conclusão
A Reforma Tributária é uma das maiores transformações já vistas no ambiente empresarial brasileiro. O período de 2026 será um laboratório estratégico: empresas que se estruturarem desde já estarão mais preparadas para enfrentar a transição com segurança, competitividade e vantagem frente ao mercado.
Fonte: Receita Federal






